Quais créditos devem entrar nessa simulação (além da compra de mercadoria)?

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  • fevereiro 2, 2026

Quais créditos devem entrar nessa simulação (além da compra de mercadoria)?

Esse é um dos pontos mais decisivos na análise do Simples Nacional dentro da Reforma Tributária.

Quando a farmácia avalia a opção pelo Modelo 2, baseado em débito e crédito, não pode olhar apenas para a compra de mercadorias.

Limitar a análise a esse ponto leva, quase sempre, a uma conclusão distorcida.

Por que olhar só a mercadoria gera erro

A compra de produtos é relevante, mas não representa toda a dinâmica de geração de crédito da operação.

No Modelo 2, o crédito nasce das despesas necessárias à atividade, desde que atendam às regras de creditamento.

Ignorar essas despesas significa subestimar o potencial de crédito e, muitas vezes, descartar um modelo que poderia ser financeiramente mais vantajoso.

Créditos operacionais do dia a dia

Na prática, a farmácia precisa mapear todos os custos recorrentes que podem gerar crédito.

  • Aluguel, quando aplicável e permitido pelas regras de crédito.
  • Serviços de contabilidade.
  • Softwares, ERP e sistemas utilizados na operação.
  • Energia elétrica.
  • Serviços operacionais, como segurança, limpeza, manutenção e tecnologia.
  • Frete e logística, conforme a estrutura contratual e as regras de crédito.

O impacto desses créditos na decisão

Em muitas farmácias, esses créditos operacionais somados representam um volume significativo, às vezes maior do que o crédito gerado apenas na compra de mercadorias.

Em alguns cenários, são exatamente esses créditos que fazem o Modelo 2 valer a pena do ponto de vista financeiro.

Por isso, a simulação precisa refletir a realidade completa da operação, e não apenas uma parte dela.

O erro mais comum na análise

O erro mais comum é comparar modelos com base em uma visão incompleta.

Quando a farmácia olha apenas para mercadoria, ela toma uma decisão parcial.

Quando analisa mercadoria, despesas, serviços e estrutura operacional, a decisão passa a ser técnica, estratégica e baseada em números reais.

É isso que diferencia uma escolha bem-feita de um simples achismo tributário.

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