Cronograma detalhado da Reforma Tributária: como a transição acontece na prática

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  • fevereiro 2, 2026

Cronograma detalhado da Reforma Tributária: como a transição acontece na prática

Um dos pontos mais importantes da Reforma Tributária é entender que os tributos atuais não são substituídos de forma imediata. O novo sistema foi desenhado para funcionar por meio de uma transição gradual, justamente para evitar rupturas bruscas na arrecadação pública e no funcionamento das empresas.

Essa transição ocorre com percentuais definidos em lei e segue um modelo progressivo. Durante vários anos, o sistema atual e o novo modelo convivem, especialmente na substituição do PIS, da Cofins, do IPI, do ICMS e do ISS.

Entender esse cronograma é essencial, porque as obrigações começam antes do pagamento efetivo do novo imposto. Vamos analisar esse processo passo a passo.

2026: ano de teste, sem pagamento, mas com obrigação

O ano de 2026 marca o início prático da Reforma Tributária. Ele é conhecido como o ano de teste do novo sistema.

Quem participa do teste

Nem todas as empresas participam dessa fase inicial. Em 2026:

  • empresas do Lucro Real e do Lucro Presumido são obrigadas a participar;
  • empresas do Simples Nacional ficam fora do teste.

O que acontece em 2026

Durante o ano de teste, as empresas obrigadas devem:

  • destacar CBS e IBS nas notas fiscais;
  • adaptar sistemas, cadastros e parametrizações;
  • aplicar corretamente códigos fiscais, como TRIB, CST e demais classificações exigidas.

Existe uma alíquota simbólica total de 1%, dividida da seguinte forma:

  • 0,9% de IBS;
  • 0,1% de CBS.

Esse percentual funciona como um teste operacional do sistema. O valor destacado não é pago, desde que a empresa cumpra corretamente todas as obrigações exigidas.

As condições para não pagamento incluem:

  • cumprimento correto das obrigações acessórias;
  • classificação adequada de produtos e serviços;
  • uso correto dos códigos fiscais;
  • escrituração e sistemas preparados para o novo modelo.

Caso a empresa não cumpra essas exigências, ela pode ser obrigada a recolher integralmente o valor do teste, mesmo sendo um ano sem cobrança efetiva prevista.

É importante destacar que o Imposto Seletivo não se aplica no ano de 2026. Ele ficará fora dessa fase inicial de testes.

Esse primeiro ano não deve ser subestimado. É nele que erros de cadastro, classificação e parametrização começam a aparecer, e quem não se preparar pode enfrentar riscos operacionais e fiscais relevantes nos anos seguintes.

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