Existe alternativa se a farmácia não confia que o distribuidor vai pagar?

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  • fevereiro 2, 2026

Existe alternativa se a farmácia não confia que o distribuidor vai pagar?

Sim, existe uma alternativa que pode surgir como prática de mercado dentro do novo modelo da Reforma Tributária.

Essa alternativa nasce justamente da necessidade de garantir o crédito e reduzir a dependência do comportamento tributário do distribuidor.

A antecipação do imposto pela própria farmácia

Uma possibilidade é a farmácia antecipar diretamente ao governo o imposto incidente sobre a operação.

Nesse modelo, no momento da compra, a farmácia faria dois pagamentos distintos.

  • Pagamento do valor do produto ao distribuidor: R$ 120,00.
  • Antecipação do imposto ao governo: R$ 33,60.

Com essa estrutura, o crédito já nasce como crédito liberado para uso, sem depender do recolhimento posterior pelo distribuidor.

O principal benefício dessa alternativa

O benefício é direto e objetivo.

Ao antecipar o imposto, a farmácia garante o crédito imediatamente, evitando o risco de ficar com valores travados como crédito a liberar.

Isso traz previsibilidade para o fechamento da apuração e elimina a incerteza em relação ao comportamento do fornecedor.

O custo financeiro envolvido

Por outro lado, essa alternativa não é neutra do ponto de vista financeiro.

Na prática, a farmácia perde o benefício de prazo normalmente concedido nas relações comerciais.

Enquanto o distribuidor pode oferecer 30, 45 ou até 60 dias para o pagamento do boleto comercial, o imposto precisaria ser antecipado no ato da compra.

Esse desembolso imediato impacta diretamente o fluxo de caixa da farmácia, exigindo mais capital de giro e planejamento financeiro.

O dilema que surge na prática

Esse cenário cria um dilema claro para a farmácia.

De um lado, a segurança de ter o crédito liberado imediatamente.

Do outro, o custo financeiro de antecipar um imposto que, no modelo atual, só seria pago mais à frente.

Na prática, a decisão passa a ser estratégica, envolvendo confiança na cadeia, custo de capital e capacidade de absorver impactos no caixa.

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