Produtos de cuidados básicos à saúde menstrual: quando há redução de 100%?

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  • fevereiro 2, 2026

Produtos de cuidados básicos à saúde menstrual: quando há redução de 100%?

A aplicação da alíquota zero para produtos de cuidados básicos à saúde menstrual depende de critérios objetivos e cumulativos, e não apenas da natureza do produto.

Em 2026, mesmo sendo ano de teste, o destaque precisa refletir corretamente esses critérios, porque o foco está na validação da regra jurídica aplicada ao cadastro.

Qual é a NCM exigida para alíquota zero?

A redução de 100%, com aplicação de alíquota zero, exige obrigatoriamente o enquadramento na NCM 9619.00.00.

Esse requisito é expresso no art. 147 da Lei Complementar nº 214/2025.

Sem essa NCM específica, não existe possibilidade de aplicação do benefício, ainda que o produto tenha relação com higiene pessoal.

Quais produtos entram nessa NCM com benefício?

Mesmo dentro da NCM 9619.00.00, a redução de 100% só se aplica quando a descrição do produto corresponder exatamente ao texto legal.

  • Absorventes higiênicos, internos ou externos.
  • Tampões.
  • Coletores menstruais.
  • Calcinhas absorventes.

Nesses casos, NCM correta e descrição aderente à finalidade menstrual são condições indissociáveis para o benefício.

O que não entra, mesmo estando na NCM 9619?

Esse é um ponto crítico de erro operacional.

Mesmo classificados na NCM 9619.00.00, não têm direito à redução de 100%:

  • Fraldas infantis.
  • Fraldas geriátricas.
  • Outros artigos higiênicos não menstruais.

Esses itens não se enquadram no art. 147 e devem ser analisados conforme as regras gerais ou blocos específicos aplicáveis.

Como fica a aplicação prática em 2026?

  • Alíquota-teste cheia: 1%.
  • Produtos com redução de 100%: 0% efetivo.
  • O destaque correto é obrigatório, mesmo com alíquota zero.

Ou seja, alíquota zero não significa ausência de regra, mas aplicação correta da regra prevista em lei.

O ponto central de compliance

No ano de teste, o governo não está olhando apenas o valor final.

Ele está validando se a NCM, a descrição do produto e o fundamento legal estão coerentes entre si.

No caso da saúde menstrual, o erro mais comum é tratar a NCM como critério único, ignorando que a finalidade do produto é parte essencial do enquadramento.

Por isso, em 2026, acertar o cadastro é mais importante do que discutir o percentual.

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