Como funciona o Split Payment em um cenário simples de varejo farmacêutico?

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  • fevereiro 2, 2026

Como funciona o Split Payment em um cenário simples de varejo farmacêutico?

Para entender o funcionamento do Split Payment de forma prática, vale construir um exemplo completo com números, focando na realidade da farmácia.

Esse tipo de simulação ajuda a visualizar como o imposto, o crédito e o fluxo financeiro se comportam no dia a dia.

Compra da farmácia junto ao distribuidor

Vamos partir da operação de compra realizada pela farmácia.

O preço do produto vendido pelo distribuidor é de R$ 120,00.

Sobre esse valor, incide a alíquota total de CBS e IBS de 28%, o que gera um imposto de R$ 33,60.

Assim, o total da compra realizada pela farmácia é de R$ 153,60.

Nesse momento, a farmácia paga integralmente R$ 153,60, valor que inclui o produto e o imposto destacado na nota.

Como nasce o crédito da farmácia

A partir dessa operação, a farmácia registra um crédito potencial de R$ 33,60, correspondente ao imposto incidente na compra.

No entanto, esse crédito não nasce automaticamente como utilizável.

Inicialmente, ele é classificado como crédito a liberar, permanecendo bloqueado do ponto de vista financeiro.

Esse crédito só se transforma em crédito liberado quando o distribuidor paga efetivamente o imposto relativo àquela operação.

A lógica que se mantém no modelo

Mesmo em um cenário com Split Payment discutido ou projetado, essa etapa deixa claro um ponto importante.

Enquanto o imposto não for efetivamente recolhido na etapa anterior, o crédito continua condicionado ao pagamento, reforçando a conexão entre tributação e financeiro.

Esse exemplo simples mostra como o Split Payment e a lógica de crédito caminham juntos e impactam diretamente o fluxo de caixa e a previsibilidade da farmácia.

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