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- O que é o IVA Dual?
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- O que é o IS: Imposto Seletivo?
- Resumindo: o que cada tributo faz e o que substitui
- Como será a carga tributária de CBS e IBS para medicamentos na Reforma Tributária?
- Existe outra forma de um medicamento ter alíquota zero de CBS e IBS?
- Quais medicamentos podem ter redução de 60% no IBS e na CBS?
- Medicamento sem CMED: existe regra diferente para CBS e IBS?
- O que muda para o setor farmacêutico com a estrutura de reduções?
- Produtos não medicamentos na Reforma Tributária: quais têm redução de IBS e CBS?
- Quais são os produtos considerados cuidados básicos à saúde menstrual?
- Existem outros produtos não medicamentos com redução, mas não alíquota zero?
- Que tipo de produtos de higiene pessoal e limpeza têm redução?
- Que tipo de dispositivos médicos têm redução de 60%?
- E os demais produtos vendidos em farmácias que não se enquadram nessas categorias?
- O que são CST e cClassTrib na Reforma Tributária?
- Por que o cadastro tributário hoje é tão complexo?
- Como ficam os medicamentos com redução de 100% na CBS e no IBS?
- Como ficam o CST e o cClassTrib quando a alíquota zero decorre da venda ao poder público?
- Como ficam o CST e o cClassTrib dos medicamentos com redução de 60%?
- Como ficam o CST e o cClassTrib quando o medicamento entra via TAC?
- Como ficam o CST e o cClassTrib dos medicamentos sem redução?
- Como ficam o CST e o cClassTrib dos produtos de higiene do Anexo VIII?
- Como ficam o CST e o cClassTrib dos produtos de cuidados básicos à saúde menstrual?
- Como ficam o CST e o cClassTrib dos produtos sem qualquer benefício?
- Como funciona o crédito de CBS e IBS na Reforma Tributária?
- Etapa 1: como a indústria vende para o distribuidor e como nasce o crédito
- Etapa 2: como o distribuidor vende para a farmácia e como nasce o débito
- Etapa 3: como a farmácia vende para o consumidor e como ela depende do distribuidor
- O que acontece se o distribuidor atrasar o pagamento do imposto?
- Existe alternativa se a farmácia não confia que o distribuidor vai pagar?
- Esse modelo pode mudar o comportamento comercial do mercado?
- Conclusão: qual é a grande virada do crédito no IBS e CBS?
- O que é o Split Payment na Reforma Tributária e por que ele é tão relevante para o varejo farmacêutico?
- O Split Payment já está valendo hoje?
- Por que o Split Payment é considerado uma revolução?
- Como funciona o Split Payment em um cenário simples de varejo farmacêutico?
- Como funciona a venda da farmácia ao consumidor no modelo de Split Payment?
- Como a farmácia recupera esse crédito acumulado?
- O que acontece se o distribuidor não pagar o imposto da venda para a farmácia?
- Existe um modelo de Split Payment mais “inteligente” do que esse?
- E quando o cliente paga em dinheiro? O Split Payment também funciona?
- O pagamento em dinheiro enfraquece o Split Payment?
- Qual é o impacto prático do Split Payment para o varejo farmacêutico?
- Como fica o Simples Nacional na Reforma Tributária?
- Como o Simples Nacional funciona antes da Reforma?
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- Quais créditos devem entrar nessa simulação (além da compra de mercadoria)?
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- Produtos de higiene pessoal e limpeza: quais NCMs têm redução de 60%?
- Por que errar a NCM ou o enquadramento em 2026 é arriscado?
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- O que o governo criou para compensar as empresas que perdem esses benefícios?
- E se a empresa migrou de um programa de incentivo para outro?
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- Como ficam os fatores de cálculo da CMED em 2027?
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- Como funciona hoje a precificação dos suplementos alimentares?
- O que muda na precificação da indústria em 2027?
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- E para quem vai comprar suplementos a partir de 2027?
- Como fica a formação do preço de venda ao consumidor final?
- E quando a venda envolve distribuidor, rede ou Simples Nacional?
- Como a SimTax ajuda a entender tudo isso na prática?
Conceitos básicos da Reforma Tributária
O que é a Reforma Tributária?
A Reforma Tributária é, antes de tudo, uma mudança profunda na forma como os impostos são calculados no Brasil. Mais do que substituir tributos ou criar novos nomes, ela altera a metodologia de cálculo, trazendo padronização, transparência e uma lógica única para toda a economia.
Hoje, o sistema tributário brasileiro é marcado pela convivência de múltiplos métodos de cálculo ao mesmo tempo, o que gera complexidade operacional, insegurança jurídica e dificuldade na tomada de decisão para empresas e consumidores.
Como funciona o cálculo hoje?
No modelo atual, cada tributo segue uma lógica própria, com regras específicas, exceções e metodologias diferentes, o que obriga o profissional a “montar o quebra-cabeça” operação por operação.
No PIS e na Cofins, por exemplo, existem diversas modalidades de tributação dentro do mesmo tributo, o que muda completamente o resultado do cálculo e o impacto no preço:
- regime de débito e crédito tradicional;
- regime monofásico;
- operações isentas;
- medicamentos enquadrados em lista positiva, com crédito presumido;
- listas negativa e neutra, com impactos distintos no preço e no crédito.
Na prática, isso significa que o mesmo produto pode ter comportamentos diferentes, dependendo apenas da classificação e do regime aplicado:
- gerar ou não crédito;
- pagar imposto apenas em uma etapa da cadeia ou em várias;
- sofrer impactos diferentes na margem.
O IPI também adiciona um nível relevante de complexidade, porque não é só aplicar uma alíquota, é interpretar corretamente a classificação fiscal:
- as alíquotas variam conforme a NCM na TIPI;
- normalmente incide uma única vez na cadeia;
- influencia a base de cálculo de outros tributos, como o ICMS;
- exige interpretação técnica detalhada para que o cálculo esteja correto.
Já o ICMS é, possivelmente, o tributo mais complexo do sistema atual, pois o método de cálculo muda conforme o contexto da operação:
- cada estado define suas próprias alíquotas;
- o mesmo produto pode ter alíquotas diferentes em estados diferentes;
- dentro de um mesmo estado, podem existir reduções de base de cálculo, regimes especiais e benefícios fiscais;
- a metodologia de cálculo muda conforme o tipo de operação (interna, interestadual, com ou sem benefício, com ou sem substituição tributária).
Ou seja, no ICMS não muda apenas a alíquota. Muda o próprio método de cálculo, dependendo do produto, do estado, do fornecedor, do cliente e do tipo de operação realizada.
Além disso, há o ISS, que acrescenta ainda mais fragmentação, porque cada município pode ter sua própria regra e sua própria forma de cobrar:
- cada município pode definir sua própria alíquota;
- a tributação varia conforme o tipo de serviço prestado;
- a mesma empresa pode pagar ISS de formas distintas dependendo de onde o serviço é considerado prestado.
O resultado desse cenário é claro: não existe um padrão único de cálculo tributário no Brasil hoje.
O que a Reforma Tributária muda na prática?
A Reforma Tributária surge exatamente para enfrentar esse problema estrutural. O objetivo é substituir um sistema fragmentado por uma lógica padronizada de cálculo.
Ela cria dois novos tributos:
- CBS: Contribuição sobre Bens e Serviços, de competência federal;
- IBS: Imposto sobre Bens e Serviços, de competência compartilhada entre estados e municípios.
Esses novos tributos substituem os principais impostos atuais sobre o consumo:
- PIS;
- Cofins;
- ICMS;
- ISS;
- e parte do IPI.
O ponto central não é apenas a troca de tributos. O principal é padronizar a base e a metodologia de cálculo.
Com a CBS e o IBS, o sistema passa a operar com:
- uma lógica única de débito e crédito;
- não cumulatividade plena;
- regras padronizadas em todo o território nacional;
- eliminação de múltiplas bases de cálculo, exceções e metodologias paralelas.
Independentemente do produto, do estado ou do município, a lógica passa a ser a mesma: vendeu, gera débito; comprou, gera crédito; paga-se a diferença.
Qual é o impacto dessa mudança?
Essa padronização representa uma transformação relevante no ambiente de negócios. Para indústrias, distribuidores e farmácias, o ganho prático é reduzir complexidade e aumentar previsibilidade:
- redução drástica da complexidade de cálculo;
- menos tempo e custo com apurações tributárias;
- maior previsibilidade de preço, margem e caixa;
- decisões mais racionais e baseadas em dados.
Para o consumidor final, o impacto também é relevante, porque o imposto fica mais visível e mais fácil de entender:
- o imposto passa a ser mais perceptível;
- fica mais claro quanto se paga de tributo;
- o preço tende a esconder menos impostos embutidos.
Em resumo, a Reforma Tributária não é apenas uma troca de impostos. Ela padroniza o método de cálculo tributário no Brasil, substituindo um sistema fragmentado e confuso por um modelo mais simples, transparente e previsível.




